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Como podemos melhorar a saúde do nosso intestino?

Atualizado: 2 de ago. de 2023





No mundo de hoje, com a facilidade que temos que para adquirir alimentos, muitas vezes comemos além da quantidade que precisamos, além disso muitos desses alimentos são processados, contendo poucos nutrientes. Por um lado, essa facilidade de adquirir comida otimizou a vida de muitas pessoas, principalmente aquelas que trabalham muito e que não tem muito tempo para cozinhar. Entretanto, se pensarmos apenas por esse lado, não estamos beneficiando nosso organismo, apenas nosso tempo.


Uma dieta pobre em nutrientes somado a um estilo de vida desfavorável são fatores chaves que contribuem para um aumento do número de casos de doenças autoimunes no mundo, além de outras doenças é claro.


De acordo com o Ayurveda, TODAS as doenças começam no intestino. Dessa forma, devemos sempre nos atentar se o nosso Agni (fogo digestivo) está adequado para digerir os alimentos que comemos, pois isso e fundamental para que haja a absorção dos nutrientes no intestino delgado além de evitar que toxinas provenientes de alimentos mal digeridos entrem na nossa circulação sanguínea. Além disso, um intestino colonizado por uma microbiota saudável contribui para a produção de diversas vitaminas importantes, promove absorção de nutrientes e fortalecem a mucosa intestinal.


Mudar hábitos não é fácil, mas você não precisa mudar sua alimentação da noite para o dia. Comece introduzindo aos poucos alguns alimentos mais saudáveis na sua dieta, como por exemplo:


Fibras

Além de ajudar a normalizar o movimento intestinal, as fibras se ligam as toxinas presentes no trato gastrointestinal e as retêm quando saem do corpo pelas fezes. Isso impede que as toxinas sejam reabsorvidas pelo intestino e caem na corrente sanguínea.


As fibras também atuam como prebióticos criando um ambiente favorável as bactérias benéficas, estimulando seu crescimento.


Uma pesquisa mostrou que o consumo de fibras apresenta diversos benefícios para o nosso organismo tais como: auxilio na motilidade intestinal e prevenção da constipação, auxilio na perda de peso através da redução da frequência do consumo de alimentos, melhora na sensibilidade a insulina e no estado metabólico em geral, ajuda a manter nossa microbiota intestinal saudável, auxilio na prevenção de inflamação crônica local e sistêmica, reduz o risco de desenvolvimento de depressão, reduz o risco de doenças cardiovasculares, auxilia na prevenção do desenvolvimento de Carcinoma Colorretal.


Exemplos de alimentos ricos em fibras: Cereais (farelo de trigo, farinha de centeio, aveia), verduras (couve, brócolis, beterraba, cenoura, batata doce, abobora, alface), frutas (abacate, pera, kiwi, banana, ameixa, tomate, maca, mamão), sementes e frutos secos (linhaça, gergelim, amêndoas, amendoim, castanha do Brasil, nozes, castanha de caju), grãos (feijão e lentilha).


Especiarias

As especiarias são muito utilizadas no Ayurveda e fornecem inúmeros benefícios ao nosso corpo.


Gengibre: Além de auxiliar na digestão, o gengibre apresenta um alto poder antioxidante e anti-inflamatório, podendo ser utilizado para combater vírus e bactérias. Podemos utilizar o gengibre na sua forma de extrato, na sua forma fresca em preparações de infusões ou em pó. De acordo com Dr. Akil Palanisamy (autor do livro The T.I.G.E.R. Protocol: An Integrative 5-Step Programme to Treat and Heal Your Autoimmunity) se a opção for utilizar o gengibre em pó, é recomendável a ingestão de uma colher de chá por dia. Para o gengibre fresco, ele sugere ingerir um pedaço pequeno (aproximadamente ¼ do gengibre) ao longo do dia.


Além de auxiliar na microbiota intestinal, um estudo mostrou que pacientes com artrite reumatoide que utilizaram suplementação de gengibre em pó (1500 mg) por 12 semanas, apresentaram uma significante redução na manifestação da doença através do seu poder anti-inflamatório. Analisando as propriedades farmacológicas do gengibre, outros dois estudos mostraram um grande potencial do gengibre no tratamento de esclerose múltipla e lúpus. Outros estudos estão sendo realizados para investigar como as propriedades imunomoduladoras, antioxidantes e anti-inflamatórias interagem com os principais elementos envolvidos nas doenças.


Alho: Apresentando um grande poder antimicrobiano, o alho e muito utilizado na culinária. Além de eliminar bactérias patogênicas, ele também apresenta propriedades antivirais e anti-inflamatórias.


Em relação as suas propriedades anti-inflamatórias, observou-se uma melhora significativa na fatiga e redução da dor em pacientes portadores de atrite reumatoide que receberam suplementação de alho em pó por 8 semanas. Esse estudo sugere que a suplementação de alho como tratamento adjuvante da artrite reumatoide pode ajudar na redução do processo inflamatório, nos sintomas clínicos e fadiga.


Cominho preto: Muito utilizado na índia, o cominho preto apresenta diversos benefícios terapêuticos devido as suas propriedades anti-inflamatórias, antialérgicas, antimicrobianas, anticancerígenas, hipoglicêmicas, antioxidantes, hipotensoras, hipolipidêmicas e imunomoduladoras. Estudos mostraram seus efeitos benéficos no tratamento de doenças de pele como feridas causadas por diabetes, acne, vitiligo, dermatite atópica, melanoma e psoríase.


O cominho preto também se mostrou eficaz no tratamento de doenças crônicas como doenças cardiovasculares, diabetes, cânceres hematológicos, asma, doenças renais, artrite reumatoide. Na artrite reumatoide, estudos mostraram que a aplicação de óleo de cominho preto nos pacientes reduziu dor e inflamação. Outro estudo mostrou a redução de dor, inchaço e da rigidez matinal em pacientes que receberam capsulas contendo 500mg de cominho preto duas vezes ao dia quando comparado com placebo durante um mês.


Quanto a atividade antibacteriana, estudos mostraram que o cominho preto foi eficaz no combate a diversas bactérias patogênicas em seres humanos, especialmente cocos Gram positivos (Staphylococcus aureus e Staphylococcus epidermidis). Além de bactericida, ele também possui uma poderosa ação antifúngica, sendo efetivo na eliminação contra diferentes cepas de Candida albicans.







Referências Bibliográficas


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